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MONUMENTOS HISTÓRICOS TIVERAM A ARQUITETURA MODIFICADA

Com a construção de um novo prédio para a Catedral de Nossa Senhora de Belém, a edificação original que por dois séculos abrigou a igreja matriz foi transformada em santuário. A  estrutura predial da Catedral, que é um dos principais marcos da fundação da cidade, já havia passado por mudanças em épocas anteriores:  ainda nos primórdios do Século XX, a torre central, originalmente construída, foi derrubada e uma nova foi colocada ao lado, permanecendo assim até hoje. As restaurações das obras de arte e mesmo do prédio foram feitas por voluntários, que procuraram fazer o melho de si, deixando sérias dúvidas quanto à reconstituição dentro de padrões técnico-científicos. 

Em 1819, com a fundação da Freguesia de Nossa Senhora de Belém, a população seguiu o que determina a Carta Régia de Dom João XVI e o Auto de Fundação de 1818. de Joaquim José de Marçal, estabelecendo-se ao redor do que é hoje a Praça 9 de Dezembro, em frente à Igreja Matriz.

CINZAS DO PADRE CHAGAS – O padre Francisco das Chagas Lima, Padre Chagas, foi responsável pela execução do que prescrevia a Carta Régia, e teve papel determinante na escolha do lugar onde seria instalada a futura cidade de Guarapuava, na atual localização, que na época era a sesmaria pertencente ao coronel Diogo Pinto de Azevedo Portugal, chefe da Real Expedição Colonizadora. Apesar da importância histórica do Padre Chagas, Guarapuava ainda está em dívida com sua memória. Não há um museu, memorial, ou algo do gênero, que cultue sua história. Há, tão somente, em Guarapuava, um mausoléu onde estariam depositadas as cinzas do padre na Praça 9 de Dezembro. 

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A nova Catedral (fundos) e o Santuário de Nossa Senhora de Belém.

Em frente à Catedral e ao Santuário, a Praça 9 de Dezembro, o "marco zero" da cidade de Guarapuava. 

A cidade nasceu a partir desse entorno, em 1819.

Escolha do 9 de Dezembro foi por
influência de Lustosa de Oliveira 

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ZILMA HAICK DALLA VECCHIA

Antonio Lustosa de Oliveira, um político influente, encontrou a cópia do Auto de Fundação escrito em 1819. Estava decidido a pedir ao Prefeito de Guarapuava, Aníbal Virmond, que ele providenciasse uma festa de aniversário de Guarapuava.

O Prefeito falou que a Prefeitura não tinha dinheiro para festas, mas que colaboraria com a inciativa de Lustosa que organizou um Livro de Ouro. Em 9 de dezembro de 1936, às 10h da manhã, soltaram foguetes a banda tocou na Praça que passou a se chamar Nove de Dezembro a partir de 1944.

Antonio Lustosa de Oliveira chamou a festa de “a primeira comemoração do aniversário de Guarapuava”! Desde então, em 9 de dezembro, é comemorado o aniversário de Guarapuava a partir de 1819.

A Freguesia de Nossa Senhora de Belém de Guarapuava foi criada em 1818. Em 1852 (17 de julho) é elevada à Vila e, em 1871, pela Lei Provincial nº 271, à condição de Cidade de Guarapuava!

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Busto construído em frente ao Paço Municipal em homenagem ao capitão Antonio Rocha Loures, o Capitão Rocha, um dos líderes da expedição que colonizou os campos de Atalaia em 1810, futura Guarapuava. 

Capitão Rocha tinha uma função militar, de assegurar o policiamento do povoamento. Também exercia papel político, tanto que, ao lado do Padre Chagas, foi determinante na mudança do local da cidade, que passou a ser nas terras do chefe da Expedição Colonizadora, Diogo Pinto de Azevedo Portugal – a contragosto do comandante que, adoecido, acabou abandonando o vilarejo.

Capitão Rocha e Padre Chagas
passeavam a cavalo. Foi quando
escolheram o lugar da cidade

ZILMA HAICK DALLA VECCHIA

Antonio da Rocha Loures, o Capitão Rocha, ou o “Capitão Povoador”, escreveu uma carta, em 30 de janeiro de 1820, contando o que aconteceu em 9 de dezembro de 1819:

Ele e o Padre Chagas, passeando a cavalo, escolheram o melhor lugar onde se deveria instalar a Igreja e Freguesia de Nossa Senhora de Belém de Guarapuava, criada em 1818, quer dizer, um ano antes.

Voltaram para Atalaia e escreveram um Auto de Fundação, umas regras, que o Padre chamou de Regra de Polícia, para bem administrar a nova povoação que iria se estabelecer. Esse documento foi escrito em 6 capítulos e pode ser chamado como o Primeiro Plano Diretor de Guarapuava.

Continua contando Rocha Loures na sua carta, entre outras coisas, que ele voltou para Atalaia de onde só sairia depois que conseguisse a aprovação do Auto pelas autoridades portuguesas. Realmente, só vieram para onde está a cidade de Guarapuava em setembro de 1821. Escreve que o padre veio para cá acompanhado de 2 escravos, 10 índios da sua confiança, como criados, e 2 soldados cedidos por Rocha Loures, para sua segurança.

Na obra de arte de Jean Wichinoski, fotógrafo guarapuavano, a estátua que homenageia o chefe da Real Expedição Colonizadora, Diogo Pinto de Azevedo Portugal. Eregida na rótula da Avenida Manoel Ribas que dá acesso à Rodoviária Municipal, o monumento se destaca pelo cavalo, que é proporcionalmente muito maior que o cavaleiro. A população reduziu o monumento  à nomenclatura de "Estátua do Cavalo"

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Ano de 1819 lembra o ato formal de fundação da Freguesia de Nossa Senhora de Belém 

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Documento original assinado em 1818 por Joaquim de Marçal nunca foi encontrado

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Guarapuava é a gente que faz