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Guarapuava, 2021

Foto: Anderson Zacalusni
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O contraste da beleza natural de uma cidade instalada no 3º Planalto, a 1.127 metros  de altitude, o crescimento vertical e a ocupação de espaços urbanos, a  Guarapuava que merece um lugar ao sol

A Guarapuava que merecemos 

Guarapuava chega no limiar de 2022 acreditando ser a "bola da vez" do desenvolvimento econômico no Paraná. 

Parece ser um diferencial. Mas, olhando para o passado, é possível perceber que Guarapuava está tentando resgatar o "status" que perdeu no decorrer de dois séculos, depois de surgir, a partir de 1819, com uma área de 175.000 quilômetros quadrados, predominando por longínquos anos com representatividade econômica, social e cultural no contexto de um Paraná ainda em formação.

Para um município cujo território foi fragmentado e ainda permanece com 3.115 quilômetros quadrados, ou quase 5.000 quilômetros de estradas rurais, olhar para o desenvolvimento acelerado de outras cidades que nasceram bem depois, é ficar com a sensação de que há um grande espaço a ser preenchido.

Guarapuava esmera-se por sua tradição campeira, os vastos campos cobertos do verde e amarelo da produção rural, a alta tecnologia que reflete em recordes de produção e produtividade.

As cidades, porém, são aglomerados de pessoas, onde pulsam corações, dores, sentimentos, expectativas. 

O homem e a mulher do campo fazem a sua parte – muitas vezes, mais do que podem.  O homem e a mulher urbanos enquadram-se na engrenagem frenética de um crescimento, mantra nosso de todo dia. 

O município é o elo entre todos, do rural à cidade, uma uniformidade que requer, indispensavelmente, harmonia e equilíbrio entre si, para que o dito crescimento se converta, de forma efetiva, em estado de bem-estar social. 

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Na individualidade e nos afazeres de cada cidadão, cabe ao gestor público cumprir com o honroso compromisso de olhar para o todo, sabendo identificar potencialidades, administrando a máquina pública sem endividamento, estimulando renda e distribuição de renda para que a economia seja retroalimentada. 

A cidade tem sua própria dinâmica. Os cidadãos trabalham, o empresário empreende, o sistema criativo e educacional inova, a busca por oportunidades é contínua. 

Uma cidade que surgiu, 2002 anos atrás, com um plano diretor urbano, herdando a milenar sabedoria dos ancestrais europeus que o ato de pensar coletivo, resulta em executar para o coletivo. De um núcleo urbano central inviável para grandes avenidas, justo por guardar entre suas memórias, que ecoam em cada esquina, uma cidade central com resquícios coloniais, e sob esse prisma precisa ser respeitada, restaurada.

 

A Guarapuava da cultura eclética, uma juventude  forte e sedenta por novas perspectivas, é também uma cidade de grandes desafios. Improdutivo mascará-los. Dados oficias indicam que são 28.000 pessoas que sobrevivem abaixo da linha da pobreza; cerca de 60.000 estão inscritos em algum tipo de programa social do governo federal. Para uma população de 180.000 habitantes. 

É um flagelo nacional, e Guarapuava não foge às estatísticas. Da mesma forma, é fato que o progresso acelerou em outras cidades próximas, como Cascavel, Ponta Grossa e Londrina, em proporções quase que incomparáveis às do Terceiro Planalto. Lá, não foi somente agricultura e serviços. Foi industrialização, infraestrutura, o ensino superior e tecnológico mais adiantado, uma cadeia produtiva acelerada e abrangente, do menor ao maior. 

Quando se fala em desenvolvimento e novos olhares, em inovação tecnológica e conquistas sociais, não há como ignorar uma palavra-chave tão simples que não raramente é ignorada: planejamento. Não o planejamento exclusivo das pranchetas e das estatísticas, mas, sobretudo, o que tem como base a manifestação dos desejos de cidadania, de ouvir e entender o que uma Guarapuava de 200 anos tanto necessita.

 

É uma decisão que ultrapassa os limites do planejador técnico, pois é, acima de tudo, uma decisão política, do gestor imbuído do espírito comunitário que se mostra capaz de ouvir demandas entre segmentos abrangentes e filtrar o que é prioritário; do administrador que incentiva a liderança comunitária por compreender que a autêntica força política é uma conjugação de vozes; do líder entre líderes, com estatura para ser o líder de fato. 

 

Estamos nos referindo a uma Guarapuava com 200 anos de História, que floresceu para ter importância estratégica e que, inexoravelmente, tem tudo para continuar sendo assim. Localizada no Centro do Paraná, centro de referência tecnológica na área rural e derivados, entroncamento aero, rodo e ferroviário, tudo o que já é exaustivamente divulgado aqui, acolá  e alhures – e que não abre mão, de acontecer. 

Mais que "bola da vez", Guarapuava almeja ser permanente. 

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O céu de Guarapuava tingiu-se de cores múltiplas na manhã de um sábado, com a oficina de pipas promovida pelo CEU das Artes, órgão do Departamento Municipal de Cultura, implantando no Jardim das Américas, periferia da cidade. O projeto de grande alcance social e cultural, que engloba diversas atividades lúdicas para crianças e jovens pertencentes a famílias de baixa renda, já atraiu o interesse de outros municípios do Paraná e do Brasil.

#VIVA GUARAPUAVA

Foto: Arquivo Histórico

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Foto: Diocese de Guarapuava

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Foto:

Fábio

Dibas

ARQUITETURA E FENÔMENOS CLIMÁTICOS

Foto:

Prefeitura Municipal

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Em sua existência, Guarapuava se apresenta com contrastes na arquitetura e com fenômenos climáticos. Em 22 de julho de 2013, foi surpreendida com a neve que a deixou pintada de branco e produziu imagens belíssimas. Um prêmio para quem mora sob o frio intenso do inverno do Terceiro Planalto. 

O que restou da arquitetura antiga, os casarões, o Museu Visconde de Guarapuava e o icônico Santuário de Nossa Senhora de Belém (antiga Catedral), são marcos que merecem toda a nossa atenção.

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Ano de 1819 lembra o ato formal de fundação da Freguesia de Nossa Senhora de Belém 

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Documento original assinado em 1818 por Joaquim de Marçal nunca foi encontrado

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SÉRIE
Guarapuava é a gente que faz