• Viva Guarapuava

Feliz e abençoado aniversário, mestra Gracita!

23 de abril de 2022

MAURO XAVIER BIAZI, especial para o Viva

Num dia, desses que não se sabe ao certo porque suas pernas levam você a um determinado lugar, fui parar em frente ao icônico prédio do Folador, 15 com Brigadeiro Rocha.


Dias antes passara por alí para deixar um livro ao amigo Ney Caldas. Foi então que soube que nele residia uma pessoa da maior importância histórica para Guarapuava, dona Gracita Gruber Marcondes.


Nem seria necessário discorrer sobre seu sacerdócio, sua missão de educadora e historiadora, sua devoção à missão de ensinar, uma vez que seu nome é parte integrante na educação de milhares de guarapuavanos. Em conversa com o porteiro, soube que ela recebia poucas visitas. Deixei, então, para retornar num outro momento. E foi o que fiz, no último dia 20 de abril que, depois de adentrar seu apartamento, vim a saber ser a véspera dela completar 99 abençoados anos. 




Recebido em sua sala com moveis antigos, falei da razão da visita. Queria presenteá-la com nosso modesto livro que, guardadas as devidas proporções com o seu trabalho de fôlego, narra parte da história recente de Guarapuava. 


Conversa vai, conversa vem, e nos inteiramos de parte dos acontecimentos dos últimos 60 anos. Ela vibrava a cada título, a cada página virada, reforçando e adicionando suas lembranças a cada crônica. Emocionante ver uma cabeça de 99 anos, 54 a serviço do ensino, adicionando de forma vívida e falante, fatos e mais fatos que emolduraram sua quase centenária vida.


A prosa, longa e prazerosa, foi longe. No entanto, o que mais me alegrou foi vê-la lúcida, alegre, radiante para tentar apagar 99 velinhas.


Pessoas assim, com total entrega à educação -única forma de tirar o Brasil do fundo do poço do atraso educacional- merecem respeito, admiração, reconhecimento e eterna gratidão, Obrigado, dona Gracita Gruber Marcondes!


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Ano de 1819 lembra o ato formal de fundação da Freguesia de Nossa Senhora de Belém 

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SÉRIE
Guarapuava é a gente que faz 

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Documento original assinado em 1818 por Joaquim de Marçal nunca foi encontrado

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