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Profissionais de imprensa recebem orientação sobre leis que protegem infância

13 de junho de 2022


Nesta segunda-feira (13), o Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente (COMDICA) e a Rede de Proteção da Criança e Adolescente (RPCA) de Guarapuava, promoveram um encontro com jornalistas, comunicadores e responsáveis por páginas e blogs no município, no Instituto Assistencial Dom Bosco.


O objetivo foi apresentar aos profissionais sobre o projeto “Mídia Amiga da Criança e do Adolescente” e orientá-los sobre o direito ao uso de imagem desse público. “Esse evento foi pensado devido um momento diferenciado, temos como parceiros a mídia e ao mesmo tempo que ela constrói, ela tem o poder de destruir, por isso, estamos aqui para dialogar. Essa agilidade do meio de comunicação nos mostra que precisamos criar uma orientação com relação à criança e o adolescente na mídia”, salienta a presidente do COMDICA e secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Elenita Lodi. 


Entre as atividades de orientação, a equipe da instituição preparou uma apresentação artística sobre as consequências de uma comunicação violenta, após uma situação vivida nas redes sociais, com o recebimento de comentários pejorativos, preconceituosos e críticas. 


Para Mareli Silva, de 15 anos, que representou a adolescente vítima de ataques das redes sociais na apresentação, o tema é muito importante, pois pode impactar a vida da pessoa após o acontecimento. “As redes sociais são muito importantes, mas precisamos ter cuidado de como utilizamos. Sabemos que ela pode prejudicar muito, pois muitas pessoas criticam mesmo sem saber o que acontece”, destaca a jovem. 


Durante a orientação, a equipe pôde aprofundar alguns artigos presentes no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Dentre temas discutidos estava o Art.17 que diz “O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais”.


Segundo a defensora pública da área da infância e família em Guarapuava, Mariela Reis Bueno, as pessoas têm que estar cientes de que as ações digitais também têm suas responsabilidades. “A imagem pode ser divulgada em caso de desaparecimento, por exemplo, só que devemos ter o cuidado e autorização, pois isso é uma exceção legal e tem os seus limites.


Os comentários, a reportagem pejorativa, a continuidade da imagem após o desfecho da história não se encaixam nesta exceção. O direito à liberdade de expressão, de falar o que se pensa ela tem os limites bem claros e devem ser respeitados.


O papel dos veículos de comunicação se faz extremamente necessário para que atitudes, comentários e demais situações não fiquem expostas”, enfatiza.  Nos pppróximos meses, o COMDICA e a RPCA criarão o Selo da Mídia Amiga da Criança e do Adolescente, que será entregue para os veículos de comunicação, pedindo para que respeitem as normativas e regras do direito da imagem desse público. 

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Ano de 1819 lembra o ato formal de fundação da Freguesia de Nossa Senhora de Belém 

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SÉRIE
Guarapuava é a gente que faz 

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Documento original assinado em 1818 por Joaquim de Marçal nunca foi encontrado

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